terça-feira, 17 de novembro de 2009

RAP: e o "Ar Livre", onde está?

“Um homem, naturalmente, não pode transformar-se de repente em pioneiro perfeito sem aprender algumas das artes e práticas difíceis de que ele se serve. Se estudardes este livro, encontrareis nele sugestões que vo-las ensinam…”
B.P. (no prefácio do “Escutismo para Rapazes”)

Há meses atrás foi abordado neste blogue, o RAP que está em curso no CNE. Já nessa altura, mesmo não havendo ainda um conhecimento profundo desta renovação pedagógica, mencionava uma das questões que parecia evidente e hoje se sente um pouco por toda a Associação: a perda de parte do método preconizado por BP, nomeadamente a definição do "ar livre" como espaço predilecto de aprendizagem, associado às "técnicas" que as vivências no mesmo, solicitam.
Apesar dos esforços já feitos para esta situação ser repensada, os dirigentes nacionais parecem não achar que isto se trata de algo fundamental para o escutismo, que difere do método das demais associações com objectivos idênticos (de intervenção social), precisamente pelas suas "particularidades". É nesse sentido que corre uma petição online para tentar sensibilizar definitivamente os escuteiros para esta questão, que poderá tornar o CNE, uma associação com fraco cariz escutista. Se pensas assim, existe esta forma de te poderes expressar…

Tigre Audaz

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Com que intensidade amas?

Na pouco regular, mas interessante leitura das reflexões diárias do Padre Vasco Pinto Magalhães, publicadas no “Onde há Crise, há esperança”, li algo interessante sobre as diferentes intensidades de amor que podemos ter na nossa vida.
O amor menos intenso que podemos ter é a "caridade", que quase indiferenciada pode-se ter com conhecidos ou desconhecidos, amigos ou menos amigos. Por seu lado, a "amizade" dá-se com um leque mais restrito e pressupõe a identificação em algo, com o outro. Já o "conjugal" existe apenas entre duas pessoas que têm entre si mais do que uma amizade e onde existe uma identificação maior. Por último, o "divino" é o de apenas uma pessoa com Deus, sendo para mim, isto sinónimo de compromisso com um conjunto de valores e ideais, reflectidos num carácter e numa maneira de viver, que está acima das relações entre os Homens.

Vale a pena olhar o mundo em redor e perceber que intensidade tem o amor que estabelecemos com cada um e cada momento da nossa vida, pois essa reflexão ajudar-nos-á a fazer melhores opções no nosso quotidiano.

Tigre Audaz

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Bear Grylls: um Chefe de outro mundo!

Edward Michael Grylls, conhecido como Bear Grylls, nasceu dia 7 de Junho de 1974 no Reino Unido, onde cedo começou a praticar escalada com o seu pai. Em 1994, ingressou no 21º Regimento do SAS (Special Air Service), uma força especial das Forças Armadas Britânicas. Em 1996, ao serviço desta mesma Força, sofreu um grave acidente no Quénia, quando num salto, o seu pára-quedas não se abriu totalmente.

Mas isso não fez Bear Grylls parar e em 1998, converteu-se no mais jovem alpinista britânico a culminar com sucesso a ascensão do Monte Everest, feito que o tornou conhecido em todo o país. Escreveu de seguida o seu primeiro livro (“Facing Up”), onde descreve esta aventura.
Dois anos depois, realizou a volta ao Reino Unido em Jet Ski. 2003 seria o ano para nova aventura: atravessar o Oceano Atlântico Norte, num barco rígido insuflável. Projecto que concluiu com êxito, e que dá origem ao seu segundo livro. Em 2005, ainda conseguiu quebrar um recorde mundial, ao comer uma refeição num balão de ar quente, a cerca de 7,5 km de altitude, aventura incluída na celebração do 50º aniversário do prémio Duque de Edimburgo.

A sua notoriedade não pára de crescer e leva-o à televisão, onde é convidado para filmar várias séries documentais num canal nacional. O êxito alcançado neste novo papel, faz com que o Discovery Channel (canal mundial por cabo), em 2006, o solicite para uma nova série, em Portugal chamada “Ultimate Survival”, que consiste na demonstração de técnicas de sobrevivência, sendo Bear Grylls “largado” nas zonas mais remotas do globo, tendo de voltar à civilização pelos seus próprios meios. Esta série, que bateu recordes de audiências, torna-o mundialmente conhecido.

A 17 de Maio de 2009, este aventureiro, escritor e apresentador de televisão, é eleito Chefe da Associação de Escuteiros do Reino Unido por um período de cinco anos, passando a ser o mais novo de sempre a ocupar este cargo criado por Baden Powell. Na sua tomada de posse em Julho de 2009, estiveram mais de 3000 escuteiros. Bear Grylls vive com a sua mulher e três filhos, num barco no rio Tamisa e também numa pequena ilha galesa. Este é sem dúvida, um Chefe de outro mundo…

Tigre Audaz

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Núcleo Oriental do CNE: um bom exemplo!

No último Domingo ocorreu mais um Dia de Núcleo Oriental, momento anual em que se reúnem todos os escuteiros da zona oriental da cidade de Lisboa. Este tipo de actividades, despertam sempre alguns sentimentos contraditórios, porque se temos a possibilidade de encontrar as boas práticas, também vemos as más, sobretudo a nível individual.

No que diz respeito ao Núcleo e de uma maneira geral, este tem constituído sem dúvida, uma boa referência para os Agrupamentos que o constituem (o próprio reconhecimento ao Chefe de Núcleo, o demonstra a nível individual e também de equipa). Reflexo disso é a participação assídua e aposta dos Agrupamentos, neste tipo de actividades. Provavelmente isto acontece também, porque nos dias de hoje torna-se cada vez mais difícil a angariação de recursos qualificados, bem como a disponibilidade de tempo para a construção de actividades, que partilhada poderá ser mais facilitada e também enriquecedora para os jovens. No entanto, será importante recordar que uma Unidade (Alcateia, Grupo ou Clã) se estrutura sobretudo “dentro de casa”, onde é fundamental o desenvolvimento de projectos comuns.

Em suma, foi mais um bom dia de actividades passado na zona do Beato, donde todos tiveram a possibilidade de sair mais “ricos”.

Tigre Audaz

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Everest

Não será com certeza o único com este nome, mas este "Everest" de Graeme Campbell, realizado em 2007, é um filme interessante, sobretudo para quem gosta de aventura e montanhismo. Embora diga respeito a uma escalada à montanha mais alta do mundo, na década de 80, retrata bem o ínicio de uma polémica que ainda se vive nos dias de hoje: a transformação de algo que era apenas paixão e gosto pela aventura, num verdadeiro negócio. Mostra também muitas das dificuldades e maneiras de estar na montanha e as suas consequências!

Tigre Audaz

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Família: uma “instituição” afectiva!

Ao longo dos tempos o conceito de família foi sendo por diversas vezes alvo de debate e reflexão. O que significa hoje a palavra família? Nas últimas décadas a sua imagem de “instituição hierarquizada” perdeu-se quase por completo, com reflexos visíveis na estruturação da nossa sociedade, tendo o afecto passado a ser o principal elo de ligação. Esta transformação que trouxe coisas positivas e negativas, deve-se à conjugação de diversos factores, onde estarão entre outros, a entrada da mulher no mercado de trabalho, o aumento das famílias monoparentais e a facilitação do acesso dos jovens à informação e consumo, que os rodeiam.
Apesar disso, observando o lado mais institucional da família, há uma coisa que sem dúvidas permanecerá imutável: os laços de sangue. Porque esses permanecem para sempre. Se pensarmos por exemplo, num conflito de um pai com um filho, por mais profundo que ele possa ser, este jamais deixará de ser seu pai. Já por outro lado e por incrível que possa parecer, existem casos de pais adoptivos que não se adaptando à criança acolhida, a devolvem ao lar donde procedia, terminando essa ligação em definitivo.

Talvez olhando o longo prazo, seja de facto este lado institucional que terá maior preponderância, mas no nosso dia-a-dia, família cada vez mais será sinónimo de afecto, conforto e amizade. A família será portanto uma “instituição” cada vez mais afectiva!

Tigre Audaz

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Serra do Louro (Palmela)

Para quem vive em Lisboa, o contacto com a natureza não é uma constante, mas numa época em que os acessos cada vez mais encurtam distâncias, não é necessário muito tempo para poder desfrutar do ar livre.

A Serra do Louro é um desses casos. Situada junto a Palmela, a sensivelmente 30 minutos de Lisboa (para quem vai de carro), tem um trilho pela sua cumeada, que é um excelente miradouro, donde se observa para Norte toda a península de Setúbal, passando por Lisboa, até à Serra de Sintra, e para Sul, o rio Sado e as Serras de S. Luis e Arrábida. Ao longo desta cumeada situam-se inúmeros moinhos, em diferentes estados de conservação, e também dois locais arqueológicos, um com as primeiras ocupações a datarem da Idade do Cobre (Castro de Chibanes) e o outro com ocupação durante o primeiro milénio da nossa era (Povoado “Alto da Queimada”). Descendo a vertente Norte até à povoação de Quinta do Anjo, encontramos também sepulturas do Neolítico, associadas à presença humana mais antiga.

Ainda de constatar a possibilidade de visitar um dos moinhos onde há fabrico de pão tradicional e de fazer uma burricada ao longo destes trilhos…Vale a pena conhecer!

Tigre Audaz

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Doug Scott: um alpinista de outros tempos!

Destaque para este interessante artigo, publicado na revista Pública, sobre Doug Scott, um alpinista de outros tempos e um conselheiro dos nossos tempos, que nos fala das suas interessantes experiências de vida. Aborda ainda aquela que considera a verdadeira natureza da actividade de montanha e as transformações que esta sofreu com as mudanças do mundo. Um exemplo de destreza e coragem, dificil de encontrar nos dias de hoje... A ler!Tigre Audaz

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Prémios: motivação ou reconhecimento?

Já muito foi discutido e opinado o prémio Nobel da Paz atribuído a Barack Obama, e conclui-se que poucos são os que estão de acordo. Esta realidade compreende-se pois a atribuição de um prémio, qualquer que seja ele, deve ter por objectivo o reconhecimento de algo. E quando falamos de um prémio Nobel, espera-se obviamente que esse algo seja de grande relevância. Ora, Obama não o fez no que à paz mundial diz respeito, pelo que a leitura que se tira desta atribuição, é que pretendem que o actual presidente dos Estados Unidos o faça (porventura terão pensado que esta seria uma boa forma de o motivar), o que considerando o cargo que ocupa, não se afigura fácil.Com isto, voltamos aquilo que é a questão central: é que um prémio deve ser uma forma de reconhecimento e não de motivação ou pressão, porque para isso existem outras formas. Como se sentirão aqueles que eventualmente poderiam ser premiados pela sua “obra”? Se olharmos à nossa volta, vemos que isto acontece tantas vezes, e que o reflexo desta cultura, é que se passa a vida à espera que estas “motivações” nos caiam no colo, em vez de irmos à procura do mérito real!

Tigre Audaz

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O maior legado...

Destaque para esta notícia do jornal "O Público", que explica porque razão poderemos daqui a 20 anos navegar no Oceano Ártico. Mais do que isso, mostra-nos o que poderá vir a acontecer ao planeta Terra quando alcançarmos esse ponto.

Só isto deveria bastar para todos em conjunto pensarmos em dar valor e tratar melhor aquilo que é nosso por inerência. Mais que qualquer descoberta científica ou outra, este será sempre o maior legado que poderemos deixar às gerações vindouras...

Tigre Audaz