Diria que do lado positivo, se encontra a possibilidade de encontrar pessoas com quem já tínhamos perdido contacto, de mais facilmente podermos divulgar informação a quem queremos e também de podermos seleccionar de que pessoas ou entidades, queremos receber informação.
Já do lado negativo, a exposição a que as nossas vidas ficam sujeitas, sabendo que muitas vezes não é fácil controlar o que é visível e que os fornecedores deste tipo de serviços ficam com muita informação acerca de cada um (mesmo depois de apagarmos o nosso perfil).
Contudo, o pior aspecto é a vida menos autêntica a que estas redes conduzem. Dantes, as "redes sociais reais" eram os meios onde nos movíamos e as pessoas com quem nos relacionávamos. Hoje as "redes sociais virtuais", significam o fornecedor de serviços que escolhemos e os pedidos de amizade que aceitámos. Como se uma amizade construída ao longo dos tempos, através de vivências e partilhas, estivesse ao alcance de um clique...
Tigre Audaz

Apesar de nunca ter lido a sua mais conhecida obra, depois de ler os interessantes "Rapariga das Laranjas" e "A Vida é Breve", "Castelo dos Pirinéus" conseguiu supreender. Trata-se de uma exposição através de uma troca de e-mails entre um antigo casal de namorados, sobre as diferentes perspectivas de olhar os mesmos acontecimentos da sua vida. Inteligente a forma como o final em aberto, nos leva também à reflexão sobre a maneira como encaramos os diversos momento do nosso quotidiano.
Podemos perguntar-nos que sentido podem ter estas modalidades de escalada, como o free base (em que a segurança só se faz a partir da altitude em que é possível usar o páraquedas) ou o mais radical free solo (em que não há de todo segurança)... Contudo, julgo que é inquestionável a capacidade de ultrapassar limites e de chegar cada vez mais longe, naquela que acaba por traduzir a natural ambição do Homem!